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De volta ao Lolla BR, Lorde leva fãs ao delírio e mostra por que é um grande acerto em festivais

No palco secundário do Lollapalooza Brasil 2026, no Autódromo de Interlagos, na noite deste domingo (22), a maior expectativa era clara: o retorno de Lorde ao Brasil. Em sua última passagem pelo país, afinal, ajudou a fazer o primeiro Primavera Sound São Paulo, em 2022, uma edição icônica.

À época, a cantora neozelandesa estava às vésperas de seu aniversário de 26 anos, tinha os cabelos loiros, celebrava quase uma década de relação estreita com os fãs brasileiros e cantava o pop um tanto mais solar do álbum “Solar Power” (2021), com participação de Phoebe Bridgers.

Antes disso, em 2018 e 2014, ela se apresentou no Popload Festival, com “Melodrama” (2017), e no mesmo Lollapalooza, com “Pure Heroine” (2013). “Faz tempo que não nos vemos, então temos muito o que colocar em dia”, avisou quando reencontrou seu público no evento deste ano.

Agora, de fato, Lorde voltou com uma nova fase da carreira. Aos 29 anos e morena de novo, trouxe a “Ultrasound World Tour” para dividir com a plateia o tom confessional, introspectivo e, ao mesmo tempo, enérgico do disco “Virgin” (2025).

A artista misturou esse e outros projetos, costurando um repertório de quase 20 canções que expõem suas vulnerabilidades, sendo sempre íntimas e pessoais, mas de uma forma que se conectam com qualquer jovem.

Ela fez do show um momento para sentir as delícias e expurgar as dores de tudo que envolve o processo de crescimento no mundo moderno, seja chorando, dançando ou os dois ao mesmo tempo. Chamou todo mundo para se movimentar, do jeito que desse — e foi atendida.

A estrela levou os fãs ao delírio com cada faixa, estimulada não só por sua voz e suas emoções, como também por um jogo de luzes eletrizante e uma direção certeira em um palco ocupado apenas por uma esteira ergométrica e alguns bailarinos.

Caso ainda não estivesse óbvio, ela provou por que é um acerto de curadoria e merece marcar presença em festivais: tem um repertório autoral que, graças ao seu exímio trabalho como compositora, se destaca entre outros nomes de sua geração e é capaz de se conectar com a massa.

Em certo ponto da apresentação, a própria Lorde celebrou o fato de estar em tantos line-ups: “É por isso que amo tocar em festivais. Talvez você tenha vindo para ver Tyler [The Creator] ou Addison [Rae], mas parou aqui. Que lindo, São Paulo”.

“Ainda me lembro de uma vez que vim aqui; tinha lançado ‘Melodrama’ e me sentia perdida. Era um bebê… e agora tenho 29 anos. Crescemos juntos, passamos por fases iguais, vivemos no mesmo mundo. Às vezes fico assustada e não sei o que é real, mas quando vejo um grupo de pessoas assim, com tantas possibilidades, beleza e curiosidade, eu renovo a fé”, concluiu.

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