Posts o autor: Juliana Kataoka

entrevista

Cake promete show com “músicas para o pessoal cantar junto” no Lollapalooza

“I need your arms around me, I need to feel your touch”. Se você nunca cantarolou esse trechinho de “Never There”, é bom rever suas referências pop! Mesmo não tendo alcançado centenas de hits como uma Madonna ou um Michael Jackson, o grupo Cake conseguiu emplacar sucessos que tocam até hoje em FMs do mundo afora como “Never There” e “I Will Survive” (um dos covers mais inusitados da história da música).

Os fãs da banda são sortudos. Cake produziu sete álbuns ao longo destes mais de 20 anos de carreira. Agora, em 2013, eles voltam para o Brasil em março como um dos headliners do Lollapaloozabr.com, que acontece nos dias 29, 30 e 31 de março.

O Papelpop conversou com exclusividade com Vince DiFiore, trompetista do Cake, o grande responsável pela pegada latina que tanta marca o som da banda e faz os fãs surtarem.

Num bate-papo por telefone, o cara contou pra gente sobre o show, o que ele conhece sobre música brasileira e o que acha de serviços como o Spotify e Rdio.

Papelpop: Conta pra gente como vai ser o show do Cake no Lollapalooza?

Vince DiFiore: Nós somos uma banda que existe desde 1994, temos seis álbuns. Então o que você pode esperar são muitas músicas para o pessoal cantar junto. Cada uma de nossas músicas tem uma dinâmica bem diferente da outra. Nós queremos proporcionar entretenimento completo para quem estiver nos assistindo.

O que já disseram de melhor e de pior sobre o Cake?

Já falaram que éramos banda de uma música só, que seríamos uma banda passageira. Mas essas ideias foram caindo ao longo do tempo. Nós temos muitas músicas, nossos álbuns têm força. Mas o melhor que já ouvi é que somos a banda favorita de alguém.


“Never There”, o primeiro grande hit de Cake, de 1998

Se tivesse uma coisa que você pudesse mudar na música pop, o que seria?

Tem coisas que você quer escutar alto e é legal. Mas acontece muito das músicas terem uma mixagem muito ruim e com frequência você vai a um show e não consegue escutar nada. Você não entende o que está sendo tocado, apenas um grande borrão. A pessoa responsável pela mixagem não está fazendo seu trabalho direito. Se eu fosse pedir uma coisa na música pop, eu pediria para que abaixassem um pouco o volume.

No Brasil, existem pais que são fãs de Cake, mas também adolescentes e até crianças. Como vocês explicam isso?

Eu acho que isso acontece porque nós não somos uma banda que exclui. Nós fazemos músicas calmas, que não são tão calmas assim, uma música que é moderna, mas que também é madura, tudo ao mesmo tempo. Acho que é isso explica uma faixa de idade tão ampla gostar do que a gente faz.

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