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“Lotus” da Christina Aguilera é exagerado, autoafirmativo, sem mimimi e… Demais!

“Você me quebrou em vários pedaços, mas eu dei a cada pedaço um nome: uma de mim é mais esperta, outra de mim é mais forte, outra de mim é uma lutadora”. Essa é a mensagem da faixa que abre o álbum “Lotus” da Christina Aguilera, “Army of Me”.

“Lotus” será lançado oficialmente na segunda semana de novembro, mas as faixas e a versão finalizada do álbum já estão rolando na internet há horas. Se você ainda não ouviu, corre porque o CD pode te surpreender de verdade. Ele é muito mais “Stripped” do que “Bionic” – ainda bem!

Confira um faixa-a-faixa abaixo!

“Lotus Intro”: introdução gostosinha, simpatiquinha, que busca nos sintetizadores europeus a sonoridade para dizer: “pare, me escute, esse é um novo começo”.

“Army of Me”: logo de cara, uma das melhores músicas do CD. A música tem uma grandiosidade dos anos 80, uma letra cheia de atitute, com uma personagem inabalável. E uma voz que rapidinho faz a gente lembrar que tá ouvindo esse monstro vocal que é Xtina.

“Red Hot Kinda Love”: podemos apostar que vai virar single? Por favor! A música é uma das mais divertidas, dançantes e espertinhas do CD. Ela poderia ser cantanda facinho por cantoras como Lily Allen, por exemplo.

“Make The World Move”: talvez a mais legal produção do “Lotus”, com o auxílio do excelente Cee-Lo Green. A faixa tem a cara e o jingado do Cee-Lo. “Make The World Move” é um avisinho para quem eventualmente se esquecer de que Xtina já é uma veterana da música pop.

“Your Body”: é realmente o hit pop do CD, apesar do desempenho ruim nas paradas musicais ao redor do mundo. Mas vamos combinar? A música – e o clipe – são ótimos! A gente ainda quer dançar muito “Your Body” nas festas!

“Let There Be Love”: essa é a faixa-bafo do CD, quando Christina se rende lindamente à farofada da rádio com a pegada dançante que está em 9 das 10 músicas que bombam nas pistas hoje. E por que ela não faria isso? E dizemos mais: se a luz baixar na cabeça dessa mulher, “Let There Be Love” vira single bombante! Pfvr!

“Sing For Me”: uma música superfofa que de fofa não tem nada. Sabe o que Xtina quer dizer com essa melodia lenta e esse título nada sugestivo? “Eu nem me importo com o que o mundo pensa sobre como eu canto, porque quando eu abro a minha a boca, o meu coração inteiro sai por ela”. Sacou? Ela quer dizer: “Sai daqui, eu sou f*da. Bjs”.

“Blank Page”: o único “problema” com “Blank Page” é que Aguilera tem uma das melhores baladas de todos os tempos: “Beautiful”. Fica tão difícil alguma outra balada ser tão linda como “Beautiful” e “Hurt”, por exemplo. Mas “Blank Page” é competentíssima, evidencia a voz sensacional da Aguilera e deve também virar single.

“Cease Fire”: uma das favoritas, sem dúvida. A faixa mostra Aguilera fazendo o seu melhor com o traço R&B da sua voz. Beyoncé poderia cantar essa música. Jennifer Hudson poderia cantar “Cease Fire”. Mas Xtina não deixa nem-um-pouquinho para trás. É linda!

“Around the World”: é normal em todo o CD haver algumas músicas feitas para “encher” o álbum. Dificilmente “Around the World” virará single, mas não quer dizer que seja insuportável. Tem quase uma pegada Lady Gaga do início da carreira.

“Circles”: PARA TUDO! Que letra linda! Hahaha! Aqui é Xtina dando um recadinho tão, mas tão direto e tão certeiro para os “haters” dela. “Gire em círculos em cima do meu dedo do meio. Por que você não gira em círculos no meu dedo do meio? Por que você não senta no meu dedo do meio?” EPIC WIN! Hahaha! o/

“Best of Me”: a música é linda e não é nada de diferente do que a rádio toca hoje em dia. Vai agradar aos fãs, com certeza, porque traz Aguilera com a voz, a letra autoafirmativa e uma melodia agradável aos ouvidos. Mas não faria falta ao CD, que tem taaaantas outras músicas muito bacanas.

“Just a Fool”: a música não tem nada de inovadora, mas sabe faixa apaixonante? É o caso de “Just a Fool”. É um R&B misturado com rock dos anos 90 – algo que a Beyoncé faz tão bem, por exemplo. É uma balada que tem tudo para ser breguíssima – inclusive com a participação do cantor country e amigo de “The Voice” Blake Shelton. Mas acaba sendo um belo dueto.

A conclusão…

O mais legal não é ter o contato com a voz incrível de Xtina que aparece no “Lotus”. Disso todo mundo já tem conhecido. O mais bacana é que enquanto todo mundo fala do peso dela, da performance dela como jurada, de como ela é “bitch” com as pessoas, ela pegou tudo isso e faz um CD sem mimimi, sem chororô.

Christina fez um álbum para mostrar que a menina que começou lá em “What a Girl Wants” não está nem perto de pensar em desistir. Ela realmente pegou cada crítica a ela e deu um nome, tornou-se mais forte e fez um CD para lembrar que ela ainda é uma das melhores, maiores e mais competentes cantoras da música pop atual – apesar dos gritos. Mas quem liga? Essa é a Christina! And the bitch is back! \o/



por Rafael Maia em 05/11/2012 23:25

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