
Oba! Hoje eu vou comentar algumas das novidades mais legais de janeiro! Tem ficção em uma ilha com desaparecimento de pessoas chamada de “Alcatraz”, tem musical com participante do American Idol e o apelo de Marilyn Monroe em “Smash”…
E tem uma outra, batizada de “House of Lies”, que envolve os mais variados tipos de escândalos. Todas com o nosso selo especial de qualidade!
Vamos lá?
A qualidade é de filme. Sério! Tanto na parte cenográfica, quanto no figurino, no trabalho do elenco, direção e no principal, os musicais. Quem não se arrepiou com a mocinha interpretada por Katharine McPhee cantando “Beautiful”? Fãs de “Glee” perceberam a superioridade do musical produzido por Steven Spielberg?
Tá certo que “Glee” e a nova da NBC têm propósitos totalmente diferentes, mas “Smash” parece ter vindo provar que dá, sim, para uma série musical ter um roteiro coeso, e não ser apenas um retalho de diálogos que fazem as apresentações musicais ter sentido…
“Smash” pode até ser definida como um caldeirão de ingredientes do sucesso. É uma série musical que tem personagens que são produtores de musicais, produzindo um musical sobre o ícone Marilyn Monroe. Não está satisfeito? Acrescente uma ótima atuação de Debra Messing, que pelo visto deixou sua Grace para atrás a muito tempo, e a diva Anjelica Huston, que é a classe e finesse em cena. Sério, essas mulheres são demais!
Com tudo isso, a série tem mérito o suficiente para ferver e cozinhar por si só, trazendo algumas histórias interessantes para cada um de seus personagens. Tudo está engatilhado e, por isso, já ganhou o título de melhor episódio de estreia dessa leva! Pelo menos para mim :)
Quer saber mais sobre as outras? Então continue lendo depois do pulo!
Mexer com fã de “Lost” e “Fringe” é tipo xingar de coisa muito grave, eu sei… Acredito que mexer com fã de “Alcatraz” seja a mesma coisa… Mas o trabalho sujo tem que ser feito!
A nova série da Fox (que estreia hoje, na Warner, no Brasil) é uma série boa, com bastante ritmo e um mecanismo de suspense que é assinatura de JJ Abrams. E é isso que me deixa preocupado. O mote de toda série é que há anos a prisão de Alcatraz foi fechada e seus detentos foram transferidos, só que não. Na verdade eles misteriosamente desapareceram e então, nos dias de hoje, passam a pipocar um por um, cumprindo missões secretas e tocando o terror…
Quer dizer… Ela não tem muito de novo e na verdade é um emaranhado de coisas que já vimos nas outras produções prestigiadas do J.J. Abrams. Tem até uma agente em perseguição que acaba perdendo o parceiro em uma situação que descobrimos ser praticamente um Fringe Event. Aliás, qualquer semelhança com Fringe deve ser considerada mera coinciência? A trilha sonora é uma cópia descarada!
Mas, tirando isso e os milhares de clichês distribuídos ao longo do episódio piloto, dá, sim, para se render ao roteiro da história e ficar esperando os próximos episódios. O episódio piloto cumpriu o papel de deixar todo mundo curioso, além de ter uma qualidade técnica impecável!
Sério! Quando uma série chama atenção apenas por uma atriz de seu elenco, e não pelo todo, ela não é lá essas coisas. E a verdade é que uma das poucas coisas boas dessa novidade da Showtime é Kristen Bell, a fadada a “eterna Veronica Mars”. Se vingar, é a Kristen levando a série nas costas.
A ideia até que é bacana: mostrar o dia-a-dia de um grupo de consultores que trabalham com os tubarões empresariais americanos, salvando suas firmas do fracasso. Tem potencial para ser um procedural diferente, trazendo a cada episódio um caso novo de resgate a má administração. Em tempos de crise financeira, esse pode ser um assunto chamativo para público mais interessado em economia e política.
Pode soar chato. Principalmente porque é chato! O protagonista tem uma mania irritante de congelar a cena e explicar o que está acontecendo para a câmera, o que acaba tirando o ritmo da história e indiretamente chamando a audiência de burra. É como se fosse o Geninho congelando a cena para explicar o que está acontecendo, ao invés de perguntar onde estava escondido durante todo o episódio. #FAIL
Sem contar que a tensão entre Jeannie (Kristen Bell) e Martin (Don Cheadle) não convence. Falta química na dupla, ao contrário de escândalos e polêmicas sem propósitos, que tem de sobra. Uma pena…
Mas e você, o que achou das estreias que tivemos até agora?
* Caio Fochetto (@caiofochetto) é paulistano, um dos criadores do Box de Séries e aqui no Papelpop ele sempre escreve sobre seriados todos os domingos.
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