Nós já vimos! E é ótimo! O filme “Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” estreia nos cinemas brasileiros nesta sexta-feira, dia 27 de janeiro.
A versão norte-americana para a primeira história do best-seller da trilogia Millenium de Stieg Larsson já é um sucesso estrondoso de bilheteria nos EUA, mas por que você precisa ver?
1) Por que os EUA sempre fazem remake de filme estrangeiro que já é bom? Essa é a pergunta que não quer calar. E quando isso acontece em Holywood, a versão americana é sempre mais idiota e rala que o filme já feito anteriormente. Mas isso não rola com David Fincher. Muito pelo contrário…
2) O filme de Fincher é mais interessante, tipo um upgrade do sueco. O cineasta norte-americano não mudou a trama (obviamente) e também focou a história na personagem extremamente cativante e misteriosa de Lisbeth, mas existem boas diferenças. Nas mãos do cineasta norte-americano, a trama fica mais confiante e cativante, tipo um upgrade do filme sueco.

3) É tipo “Seven” + “Zodíaco”? Quase isso. O cuidadoso e meticuloso Fincher não simplesmente refaz cena por cena do filme de Niels Arden Oplev. O resultado é uma versão mais bem cuidada, estilosa, mais esperta, violenta, sexy, ágil e visualmente mais bonita do filme sueco. A fotografia, a luz e o climão de suspense num filme de atrocidades e investigação é como se fosse uma boa cruza entre “Seven” e “Zodíaco”, dois outros sucessos do cineasta.
4) A história! Pode parecer a coisa mais óbvia do mundo, mas quem nunca leu nenhum dos livros vai se surpreender com a narrativa e vai entender porque estes livros do Stieg Larsson são best-sellers mundiais. Porque a “garota da tatuagem de dragão” é mesmo fodona e a trama de suspense é deliciosamente inteligente e cheia de reviravoltas!
5) A abertura psicodélica do filme. É genial, meio “James Bond”e já dá uma ideia que o clima do filme de David Fincher não será só sinistro como também mais sexy e perigoso que o filme sueco. Ah! E a música é uma ótima versão de Karen O para o hit ”Immigrant Song”, do Led Zeppelin.
6) A trilha-sonora criada por Trent Reznor e Atticus Ross. Não tem dupla melhor para dar som para uma história sinistra de suspense e violência absurda.

7) Rooney Mara está sensacional como Lisbeth Salander! A heroína tatuada, bissexual, louca e reservada dos livros é deliciosamente interpretada pela norte-americana. A atriz é mesmo uma revelação. É ela quem nos faz se interessar por toda a história do filme e nos leva para desvendar o mistério. A Lisbeth de Rooney Mara é bem mais agressiva, violenta e nada “fechada” como a atuação da também ótima atriz sueca Noomi Rapace no filme de 2009. Um bom exemplo disso é a cena (que eu ia citar, mas ia acabar fazendo spoiler — mesmo que todo mundo já tenha lido o livro).
8) O Martin Vanger do filme americano é mais assustador! Tudo isso devido ao talento do excelente ator sueco Stellan Skarsgard. Sim, ele é o pai do “Eric de True Blood”, o Alexander Skarsgard. No filme, Stellan interpreta, Martin, o irmão da sumida Harriet. David Fincher conseguiu criar climas irresistíveis de suspense para ator mostrar o melhor dele.
9) As cenas fortes, para maiores de 18 anos, estão assustadoras. Quem achou que David Fincher ia pegar leve nos momentos de vingança, violência e estupro que acontecem se enganou. Aliás, não só é horrível assistir à estas cenas como é também um prazer vê-las serem filmadas com tanta maestria por David Fincher.
10) O recado de David Fincher para os fãs da versão sueca do filme: “Se você já sabe como vai ser, não vá ver. Mas eu não acredito que exista uma única versão para a história. (….) Estávamos comprometidos em fazer algo de qualidade e digno ao texto original.”
10 + 1) A Lisbeth é diva, gente!
Já viu o trailer?
* Colaborou: Daniela Magalhães, de Nova York.
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